• Thais Gama

O que é coloração pessoal?

Atualizado: 26 de Mar de 2019


Bom, já falei um pouco sobre isso lá no blog Cheiro de Pipoca que colaboro mensalmente, mas aqui dei uma acrescentada no tema e abordei outros aspectos, então vale a pena conferir aquele também.


As cores tem sido estudas durante muito tempo por diversos artistas, filósofos, químicos e cientistas, todos encantados pela energia das cores, seus significados e harmonias.

Michelangelo estudou as cores primárias, incluindo o verde como uma delas, Isaac Newton estudou a teoria da cor e luz, Goethe e Schopenhauer escreveram sobre a teoria da cor como um fenômeno psíquico e Johannes Itten com sua assistente Gertrud Grunow fundamentaram a teoria de harmonização das cores.


Johannes Itten era professor da escolha Bauhaus na Alemanha, a principal quando se fala sobre pintores e artistas plásticos, e seu objeto de estudo era a harmonização das cores. Junto com sua assistente, começou a reparar que os alunos tinham uma tendência de repetir sua harmonização pessoal (pele, cabelo, olhos) nas telas, ou seja, quem tinha tom de pele mais brilhante, usava cores brilhantes e quem tinha pele mais opaca, usava as cores opacas nas telas. Foi ele quem dividiu em estações as paletas de cores.


Escola Bahuaus nos dias atuais.

Em 1930, Robert Dorr dividiu as cores entre quentes e frias e percebeu que as pessoas tinham uma certa preferência por cores azuladas ou amareladas na hora de escolher roupas, maquiagens, tintas para casa, carros, etc e com isso revolucionou a indústria de cosméticos.


Suzanne Caygill, no anos 40, levando em consideração os estudos de Itten e de Dorr, se tornou pioneira na análise de cores e consultoria de imagem e já desenvolvia cartelas para os clientes.


Em 1980, Carole Jackson aprofundou esses estudos e lançou o livro que é referência para a área até hoje chamado "Color me beautiful", ainda dividindo as harmonias nas 4 estações, relacionando cor de cabelo, olhos, pele, maquiagem, roupas e acessórios.


Capa do livro da Carole Jackson.

Em 1991 Mary Spillane e Christine Shelock atualizaram esse estudo dividindo em 12 estações as harmonias, que é a mais comum utilizada hoje em dia, por separar as paletas não apenas pela temperatura da cor, mas também pela sua intensidade e profundidade.


Temperatura, intensidade e profundidade.


Bom, temperatura é o mais fácil de explicar e entender. É determinada pela quantidade de pigmento azul ou amarelo na composição da cor, sendo o pigmento azul para as cores frias e o amarelo para as cores quentes. Isso também tem a ver com a sensação da cor. Cores mais amareladas, por lembrarem a cor do sol, nos transmitem a sensação de calor e as azuladas, por lembrarem a noite/ausência do sol trazem a sensação de frio.


Círculo cromático dividido em cores frias e quentes.

Intensidade é a saturação da cor, se ela é viva e brilhante ou opaca e suave. É determinada pela presença ou não de cinza ou marrom na sua composição.


E a profundidade é o contraste. A presença de preto na composição da cor ou não.


Exemplo de intensidade (linha horizontal) e profundidade (linha vertical) em uma mesma cor.

 O que isso tudo me influência?


A cor é o elemento de maior impacto seja em nossas roupas ou em propagandas, logos, carros, etc. É a primeira coisa que você nota em qualquer objeto e provavelmente também a primeira característica atribuída ao mesmo. ("Você viu que bonito aquele carro vermelho?")


Além disso, sabemos que existem cores que nos favorece, que nos marcam positivamente para o outro e nos fazem parecer mais saudáveis e tem aquelas que fazem parecer que a gente acabou de sair do hospital de uma internação de meses.


Saber sua coloração pessoal, o que é importante para a sua pele (se é a temperatura, a intensidade ou a profundidade da cor) ajuda a evitar essa auto-sabotagem. Identificamos quais as melhores cores para manter próximas ao seu rosto (desde blusas, colares, até cabelo, maquiagem) que fazem você parecer mais jovem, saudável, animada e bela.


Como faço para descobrir a minha?


A profundidade dá para descobrir sozinha, é só tirar uma foto na luz natural e colocar no filtro preto e branco. Você compara a diferença de tom que existe entre seus olhos, cabelo e pele, numerando o grau de profundidade de 1 a 10, sendo 1 claro e 10 escuro. Ai você faz o número que deu de cabelo e olhos - pele (exemplo, Dita Von Teese tem olhos e cabelo são bem escuros, o número é 10 e a pele bem clara, o número é 1. 10-1=9)


Dita Von Teese. Cabelos e olhos escuros (10) e pele bem clara (1). Alto Contraste.

Se a diferença entre um e outro for de 1 a 3 significa que você tem um baixo contraste. 4 a 6 médio contraste e mais de 6 alto contraste.


Escala tonal de cinza.

A intensidade e temperatura é complicado fazer sozinha, pois existem inúmeros fatores que podem fazer você, só no olhometro, identificar errado cada uma dessas características, então o ideal é procurar uma consultora de imagem e estilo ou beleza e realizar o teste com os tecidos apropriados para isso.


Se quiser saber mais, me envie um e-mail ou comente aqui na caixa de comentários que entro em contato com você!

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